sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Capítulo 41: As Cruzadas

Na Idade Média, a Igreja estava adquirindo muito poder. Até que começaram a haver confrontos internos.

Em 1504 houve a Grande Cisma do Oriente. O Império Romano Oriental, Bizantino, discordava de alguns preceitos do catolicismo, principal religião cristã da época. A Grande Cisma resultou em uma divisão: o ocidente ficou com a Igreja Católica Apostólica Romana e o oriente ficou com a Igreja Ortodoxa.
Ao contrário da divisão cristã, outra religião crescia muito. Era o Islamismo. Essa religião havia chegado até o povo turco, que também estava em campanhas expansionistas  Porém os turcos dominaram Jerusalém, e pela diversidade das religiões eles proibiram a visita de cristãos.
Em 1905 o Papa Urbano II começou a planejar uma forma de recuperar Jerusalém, chamada de Terra Santa, e ainda unir de novo as duas igrejas. A forma era uma guerra. Deu início então a Guerra Santa, que também viria a ser chamada de Cruzadas.
Como forma de atrair soldados, surgia a crença de que quem lutasse para recuperar Jerusalém teria seus pecados absolvidos. A nobreza da época também tinha interesse na época, pois se conseguissem ficar no controle de Jerusalém, teriam como lucrar muito mais, podendo organizar as peregrinações ou criar novas rotas comerciais. Então a nobreza passou a financiar a guerra.
Primeiro, em 1096, houve a Cruzada dos Mendigos, também chamada de Cruzada Popular. Um monge chamado Pedro, o Eremita, incentivou uma grande multidão, composta por servos, mulheres, velhos e crianças, para recuperarem Jerusalém. Para financiar a jornada, a multidão começou a saquear dos judeus da Europa. Eles começaram a marchar causando confusão por onde passavam, saqueando e matando. Porém chegaram muito enfraquecidos, e foram massacrados pelos turcos.



A partir daí os Papas e a Igreja tiveram maior influência na formação dos exércitos. Os cruzados recebiam esse nome por usarem uma roupa estampando uma enorme cruz no peito, símbolo do Cristianismo.

No mesmo ano de 1096, houve a Primeira Cruzada oficial. Vários cavaleiros se reuniram e formaram um poderoso exército. Na liderança estavam: Boemundo da Antioquia e Godofredo de Bulhão. Eles se aliaram ao imperador bizantino Aleixo I Comneno. Essa cruzada obteve sucesso e em 1099 conseguem conquistar Jerusalém.



A vitória cristã criou quatro reinos na Palestina: o Principado da Antióquia, o Condado de Trípoli, o Condado de Edessa e o Reino de Jerusalém. Porém um líder muçulmano chamado Zengi deu início a reconquista da Palestina. Ele dominou Edessa em 1144. O Papa Eugênio III deu início a Segunda Cruzada. Os líderes eram Conrado III da Germânia e Luís VII da França. A cruzada falhou severamente, e ainda causou mais confusão entre os turcos muçulmanos e os reinos das cruzadas.



Em 1187, o sultão Saladino dominou Jerusalém de novo. Saladino era um grande líder e foi quem ofereceu mais perigo aos demais. Então o Papa Gregório VIII convocou os três grandes reis da época para lideraram a Terceira Cruzada, eram eles: Filipe Augusto da França, Frederico Barba-Ruiva do Sacro Império Romano-Germânico, e Ricardo Coração de Leão da Inglaterra. Devido a isso essa cruzada também recebeu o nome de Cruzada dos Reis
Frederico foi o primeiro a avançar, porém morreu afogado ao tentar atravessar um rio na Cilícia. Em 1190 finalmente os demais reis resolveram avançar. Os dois foram por mar, porém a marinha francesa foi mais rápida, enquanto os ingleses tiveram problemas. Mas os dois chegaram à Terra Santa, porém com dois meses de diferença. Filipe ficou doente nesse tempo, e resolveu retornar a França, sob um acordo de não atacar as terras inglesas que agora estavam desprotegidas. Ricardo continuou e embarcou em batalhas contra as forças de Saladino. Os ingleses não contavam mais com os franceses e tinham a ajuda de poucos germânicos. Então Ricardo firmou um trato com Saladino: qualquer cristão desarmado poderia ir e volta de Jerusalém, sem ser atacado, e em troca os turcos poderiam continuar com Jerusalém. Após o trato, Ricardo ganhou respeito entre os muçulmanos e Saladino entre os ingleses.




Em 1202, o Papa Inocêncio III resolveu organizar a Quarta Cruzada para recuperar Jerusalém. Porém o Duque de Veneza, Enrico Dandolo, interveio e levou os cristãos a saquearem Constantinopla, terminando de separar de vez as igrejas do Ocidente e Oriente. Vários comerciantes seguiram com o duque e dominaram Zara, boa cidade comercial. Essa cruzada sem sentido durou até 1204.



Em 1212 houve uma cruzada não oficial, que não se sabe se é verdade ou lenda. Após intensas falhas na tentativa de reconquistar Jerusalém, começou a surgir a ideia de que somente almas puras conseguiriam triunfar. Então 50 mil crianças foram enviadas para a guerra. É claro que nenhuma delas chegou ao destino. Muitos morreram, foram vendidos como escravos ou se perderam.



Em 1217 o Papa Honório III organizou a Quinta Cruzada. Os líderes eram: o Duque da Áustria Leopoldo VI, o rei da Hungria André II, e Frederico II do Sacro Império Romano-Germânico. O exército montado por eles ataca o Egito, que era dominado por muçulmanos. Eles tiveram a sorte de chegar em um período onde os sultões do Egito e de Damasco estavam em conflito interno, resultando em fraqueza. Os cruzados então dominaram o território. Os muçulmanos tentam fazer um acordo, entregando Jerusalém e em troca os cristãos saíam do Egito. Mas o acordo foi negado. Mais tarde os muçulmanos tentaram de novo, propondo uma trégua. Mas Frederico II ignorou e continuou os ataques. No fim, foram derrotados. Por suas atitudes arrogantes, Frederico II foi excomungado pelo Papa.

Frederico II não gostou da situação e em 1227 organizou a Sexta Cruzada. Só que ele estava sozinho nesta, já que os demais reis europeus, todos católicos, não queriam ajudar o excomungado. Até mesmo seus soldados o abandonavam conforme marchavam à Jerusalém. Dessa vez ele parecia ter aprendido a lição, e tentou fazer acordos. Só que o Papa Gregório IX tornou a excomungá-lo. Frederico II passou a estudar os costumes muçulmanos, e então conseguiu uma proximidade maior. Graças a isso conseguiu realizar um acordo. Em 1229, ele e o sultão Malik el-Kamil assinaram o Tratado de Jafa, onde os muçulmanos deixaram os cristãos no comando de Jerusalém, e mais alguns territórios, por dez anos. Ironicamente ele foi eleito Rei de Jerusalém, porém preferiu voltar ao trono do Sacro Império Romano-Germânico, com medo de perder os dois para a Igreja. Mas os territórios foram perdidos para os muçulmanos com o tempo.



Em 1248, houve a Sétima Cruzada. O exército liderado por Luís IX da França marchou até o Egito, onde conseguiram dominar o território. Novamente os muçulmanos ofereceram Jerusalém como troca, e a negociação foi recusada. Porém os cruzados foram surpreendidos por uma cheia do rio Nilo, e os muçulmanos se aproveitaram para roubar os suprimentos. Com fome e arrasados por uma epidemia de tifo, os cruzados foram sucumbindo. Luís IX tentou recuar, mas foi preso. Seu irmão, Roberto de Artois, tentou salvá-lo, mas não conseguiu. Então foi necessária uma negociação. O preço pela libertação do rei francês foi enorme, que além de ouro incluía terras. Todas as conquistas das cruzadas anteriores foram perdidas.

A expansão territorial causada pelo líder do Império Mongol Gengis Khan pressionou os turcos muçulmanos. Então eles começaram a tomar terras dos cristãos. O rei francês Luís IX, o mesmo da Sétima, organiza a Oitava Cruzada em 1270. O objetivo agora era converter os sultões ao cristianismo. Os franceses cruzados avançaram, mas foram atingidos por uma peste que derrubou grande parte do exército, inclusive Luís IX. Um de seus filhos, Filipe, o Audaz, foi inteligente e resolveu voltar para casa e desistir da cruzada.
Um ano depois, em 1271, houve a Nona Cruzada. Pelo pouco tempo que se passou, muitos historiadores considera a Nona Cruzada como parte da Oitava. O príncipe Eduardo I da Inglaterra enviou seu exército para tomar Jerusalém de uma vez por todas. Enfrentou o exército do sultão Baibars, até firmarem um acordo. Porém o pai de Eduardo, o rei da Inglaterra Henrique III, havia morrido e Eduardo voltou para casa. No fim, Jerusalém ficou na mão dos muçulmanos.


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Até a próxima postagem!

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